Quem tiver nove minutos disponíveis, veja este depoimento veemente, no Conversas sobre Deus, via Canto do Jo.
quinta-feira, 28 de Maio de 2009
quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Nos Estados-Unidos, a percentagem dos cidadãos que na questão do aborto é pró-vida ultrapassa os 50 %. Isto com Obama. Com Bush era de 33 %.
Os casamentos homosseuxuais, entretanto,deixaram de ser feitos na Califórnia, após 36 mil pessoas se terem casado nestes termos.
Imagina-se o ultraje dos liberais. Mas é altura de começarem a aprender a não ser totalitaristas: não se pode impor uma ideia de "progresso" à força. O "progresso" são as pessoas que o decidem e o fazem.
Penso que isto serve com uma luva nesta questão da Educação Sexual para os miúdos nas escolas.
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8:49
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Joao Leal
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O perigo nuclear
Sem querer dar o mais pequeno esboço de apoio à opressão do governo da Coreia do Norte sobre o seu povo, os recentes testes militares Norte-Coreanos e a sua cobertura mediática são um bom exemplo dos papões de terras longinquas que são criados para nos fazer esquecer os crimes cometidos pelos nossos próprios governos.
Nem de propósito, 6ª feira passada houve uma decisão judicial em França, que tem haver com os testes nucleares franceses realizados entre 1966 e 1996 ! Algum de vocês sabia ?
Resumindo: a França prometeu indeminizar as vitimas dos seus testes nucleares, civis que viviam nas zonas dos ensaios na Argélia e Polinésia, mas depois recusou a pretensão de 12 militares envolvidos nos testes, que sofrem de vários tipos de cancro, com base em pormenores processuais, coisas como: as datas têm de ser posteriores as 1976, se houver crime já tem que ser outro tribunal a decidir, se foi em serviço é um acidente de trabalho, etc ...
Um caso típico de "façam o que digo, não façam o que eu faço."
Para mim o perigo do nuclear não está em quem o possui, mas na sua própria existência.
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4:27
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Miguel Leal
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PC
A minha mais pequena trouxe do infantário um TPC para os pais. Eu escrevi o texto e a mãe fez as ilustrações.
No fim da história a tartaruga e o coelho ficam amigos para sempre, após concluírem que “não devemos tratar mal ninguém por ser diferente de nós. Precisamos todos uns dos outros”.
Sim, eu também sei ser ”politicamente correcto”. Desde que no local adequado: a sala dos três anos.
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Pedro Leal
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segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Maldini
Paolo Maldini pendurou a chuteiras. A notícia não teria nada de extraordinário se as não tivesse calçado pela primeira vez , ao serviço do seu clube de sempre – o Milan, em Janeiro de …1985. Na verdade, Maldini começou aos dezasseis anos e retira-se a um mês de completar quarenta e um. Pelo meio ficam cinco Ligas dos campeões, sete campeonatos de Itália, novecentos jogos na série A, cento e vinte e seis jogos pela selecção, e outros números exorbitantes. Muito dificilmente alguém, como jogador de campo e sempre a um nível competitivo tão elevado, o ultrapassará em longevidade futebolística.
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13:11
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Pedro Leal
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Etiquetas: enciclopédia de futebol
quarta-feira, 20 de Maio de 2009
A velha mania da Esquerda
“Esquerda chumba possibilidade de objecção de consciência à educação sexual”.
A esquerda não consegue mesmo escapar às suas raízes totalitárias e utopistas. Nem com experiências falhadas, como a do Reino Unido, onde a Educação Sexual teve efeitos opostos aos pretendidos, ela vacila na imposição da doutrina. Se há assunto marcado por formulações morais e ideológicas é a sexualidade. Mas a Esquerda, utopista, não quer saber dessa realidade para nada. No programa da nova disciplina, garante, haverá apenas alva e neutra informação. Ora, se tudo é assim tão certo, passe-se então ao totalitarismo. Se a Esquerda sabe o que é melhor para todos, incluindo as crianças, quem são os pais para objectar ao que a Esquerda quer ensinar aos seus filhos?
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23:23
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Pedro Leal
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terça-feira, 19 de Maio de 2009
Castigo
Andámos nós a gozar com o cabelo do Paulo Bento e agora vamos ter como treinador um cinquentão com madeixas louras…
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23:47
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Pedro Leal
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segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Pausa matinal
O sítio onde trabalho fica no piso -1. Não tenho janelas na minha sala, nem no corredor, nem sequer uma pequena clarabóia, que me informe da luz que há lá fora, se faz chuva ou se faz sol, se é noite ou dia. No Inverno chego a entrar para o buraco às 7:00 (ainda de noite) e só volto a sair por volta da 13:00, e só aí descubro que afinal o dia já nasceu.
Este ciclo contra-natura faz-me ficar faminto de luz, ar fresco, vento, cheiro da terra, etc ...
Por isso nos raros dias em que o trabalho permite uma pequena pausa a meio da manhã, em vez de me juntar aos cafeínomanos e nicotinomanos sentados nos degraus de uma escada sombria, subo até ao hall do 4º andar (o da administração por sinal) e colo-me ao vidro da ampla janela admirando a vista. E ali fico 2 ou 3 ou 5 minutos.
Para minha benção o edifício fica no topo de uma avenida que desce até ao Tejo, vejo desde Palmela até à Ponte Vasco da Gama.
Não sei se é de eu ser pouco viajado, mas acho Lisboa uma cidade bonita, de uma beleza simples, tranquila, reconfortante.
E essa beleza dá-me ânimo para as restantes 4 ou 5 horas de trabalho.
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23:37
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Miguel Leal
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sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Self
Há uma série de coisas que me escapam no comportamento alheio.
Uma das que tem tendência para me enervar mais é a da malta que gosta de pertencer.
Outra é a dos que precisam de ter líderes e só se sentem bem a ser orientados por uma figura carismática.
Também estes últimos, os vaidosos que só aceitam a vida se forem eles a ter o destaque todo e a mandar nos outros, são objecto da minha mais profunda perplexidade.
Há aqui um padrão, portanto.
Só que o problema é que é um padrão que me enerva e que, se eu não tiver cuidado, me leva a desprezar.
"Não pertencer, não seguir e não mandar."
Parece Maio de 68 (horror, horror), mas não consigo fazer nada quanto a isso. Sou mesmo eu.
O problema é que sou imprevisível numa série de coisas.
As formiguinhas todas, obreiras e rainhas, (lá está o desprezo a surgir, estão a ver?...não me consigo controlar com imbecis...lá está de novo...bolas...tenho de terminar o post rápido) tendem a aplicar nas suas expressões faciais fortes franzir de olho cheios de reservas quando falam de mim.
(suspiro de satisfação. estou a sorrir)
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14:07
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Joao Leal
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quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Deviam ser umas 7 e meia. Ia embrenhado na leitura do Uma Agulha no Palheiro.
O personagem estava num club de hotel chamado Salão Lilás. Dançava com uma loira que não estava nada interessada nele e que, a cada pergunta que ele fazia, lhe respondia "Quê?".
O livro é uma obra prima.
Mas essa constatação, de que, enquanto estiver a lê-lo, viverei momentos memoráveis, foi interrompida pela paragem do comboio na estação da Reboleira.
No cais de embarque, um cartaz apresentava duas mulheres e um homem a olharem-me olhos nos olhos.
Uma delas, já a tinha visto como indiana numa outra novela qualquer, acho que da TVI.
O rapaz com a camisa de flanela aberta, com uma t-shirt por baixo, tinha barba de ecologista e parece, à partida, uma pessoa mesmo fixe e injustiçada.
A outra mulher, não reconheci. Vestido azul meio exótico, cara de má. À sua frente, pasme-se, dois lobos, que como os outros bichos do cartaz me olhavam muito sérios.
O Título "Deixa Que Te Leve", sobre o céu azul de uma paisagem bucólica, com montes verdejantes e tudo, comos e fosse Proveça, ou assim.
Fiquei estupefacto. A sério que fiquei.
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8:10
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Joao Leal
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Balancé
Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.
I Coríntios 14:20
Repare-se no efeito balancé do versículo: sobe o entendimento, baixa a malícia; sobe a malícia, baixa o entendimento. Quanto mais conhecemos a Deus menos valorizamos a nossa argúcia.
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Pedro Leal
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Etiquetas: citações bíblicas
terça-feira, 12 de Maio de 2009
Nada a mapear.
Como não tenho nada a perder, como intuo ainda palavras proibidas aos ouvidos dos outros, digo-o sem problemas de outra maneira.
Pensei que fosse resultar. Afastar-me dos caminhos para encontrar o que obsessivamente procurava.
Era um bom plano.
O convívio com os outros foi diminuindo e o mundo tornou-se mais pequeno e apertado.
Mas fazia sentido, não?! Se houvesse alguma coisa para encontrar, se a cercasse, se ela se sentisse acossada por não ter para onde escapar, não teria mais possibilidades de a ver?
Não teria mais esperança?
Não encontrei nada. No fim foi isso.
Zero. Nada a mapear.
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13:46
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Joao Leal
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segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Fomos em família ao World Press Cartoon.
Primeiro eu, e depois a avó, servimos de guia à Sara. Foi-lhe explicada a linguagem do Cartoon.
Ficou a saber quem é o Mugabe, o dalai Lama, a Sarah Palin, o Sarkozy, a Madre Teresa de Calcutá e porque apareciam, por ordem, com a cara desenhada numa urna de voto, como um panda fechado numa jaula, um pitbull com os lábios pintados, um candidato numa audição para Napolão e uma mulher piedosa a abraçar o mundo.
Houve também tempo para explicar o sentido dos cartoons de humor e critica social.
Para os seus 10 anos, o interesse demonstrado e a capacidade de percepção deixaram-me descansado.
Dar-lhe o sentido de humor como ferramenta: um dos objectivos da sua educação está cumprido.
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10:18
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Joao Leal
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sexta-feira, 8 de Maio de 2009
New born Treekie?

Phasers, Vulcanos, Orelhas em Bico, Velocidade Warpp e a Enterprise em grande forma.
O novo filme Star Trek supera as melhores espectactivas.
Levei o meu irmão mais novo a vê-lo ontem, em dia de estreia.
Dei por mim a desejar ter uma miniatura da nave...é assim que nasce a coisa.
Frase "Are you out of your vulcan mind?"
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8:21
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Joao Leal
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quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Acabado de Ler -Buy.ology - A Ciência do Neuromarketing - M Linsdtrom, Gestão Plus Edições

Quando um dos maiores gurus de Branding investe milhões no maior estudo de neuromarketing, é preciso tomar atenção. Estes tipos não estão ali para perder dinheiro.
Com máquinas de ressonâncias magnéticas atrás, andou pelos 4 cantos do mundo a ver as ligações neuronais que os cérebros dos voluntários apresentavam quando expostos a determinados testes ligados ao marketing.
O que é que ele queria fazer com isso? Perceber as ligações entre o funcionamento do cérebro e as compras.
Qual a razão da fidelização a uma marca. Quais os tipos de impulsos que comandam a nossa apreciação e as escolhas. As nossas decisões inconscientes motivadas pelas imagens e pelos cheiros. As áreas ligadas à religiosidade que são activadas quando somos expostos às Marcas mais fortes do mercado.
Aterrador. As maiores empresas já não dão uma passo na área da publicidade sem antes testarem as reacções cerebrais de grupos de voluntários.
Uma pessoa, às tantas dá por si a pensar: "Preferia não saber". Sente-se sem defesas.
Mas logo, reflecte-se, como o próprio autor sugere que se faça, que ao tornar estes processos públicos, o consumidor fica mais avisado.
O autor garante que esta nova disciplina do marketing irá revolucionar a publicidade e que em 2030 iremos estar rodeados de cheiros que despertam impulsos consumistas, por exemplo.
Repleto de casos práticos, além dos surpreendentes resultados da pesquisa que são apresentados, vale a pena a ler. Está escrito de um modo simples, só tem 170 páginas e é mesmo bem disposto.
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14:02
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Joao Leal
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Como a História ajuda a compreender o presente
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7:00
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José Leal
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quarta-feira, 6 de Maio de 2009
É o chamado Aquecimento Global...not!
Segundo este artigo, o último mês de Abril não foi só frio.
"O valor médio da temperatura mínima do ar em Abril foi o terceiro valor mais baixo desde 1931."
No blogue Mitos Climáticos pode-se ir acompanhando uma (parece-me) bem fundamentada posição crítica à questão.
em
14:42
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Joao Leal
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Sócrates disse a Teeteto que a mente é um pedaço de cera onde se grava o que se vê, ouve e pensa.
A nossa memória é tudo o que persiste gravado no bloco de cera. O que se apaga é o que esquecemos.
Foi de tal forma feliz esta ideia que ainda hoje dizemos que determinada coisa nos deixou 'boa impressão' ou 'fez-nos impressão' ou que 'temos impressão que'.
Se o Sócrates estivesse a explicar hoje isto ao seu aluno, diria, como exemplo, que "o terceiro golo do Manchester, ontem, foi tão bom, tão bom, que a cera, ali, não vai ser apagada de certeza."
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9:26
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Joao Leal
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Sobreviver cem anos ou Um homem sem querer escavou ao pé da minha cabeça
Na tarde do dia 23 de Abril de 1909, um terramoto destruiu a quase totalidade da vila de Benavente, matando trinta pessoas. Uma menina de seis anos ficou soterrada nos destroços da sua casa e não havia quem a socorresse.
"Eu debaixo da terra gritei “oh senhor Júlio, estamos aqui”, mas ele não me ouviu. Andaram várias pessoas por cima de mim e não me encontraram, até que um homem sem querer escavou ao pé da minha cabeça e viu os meus olhos. Lembro-me tão bem dele ter dito: ai ela é tão bonitinha. Tem um olhinho azul".
Bárbara Ganhão, a menina resgatada dos escombros, faleceu ontem, a poucos dias de completar 106 anos.
(Notícia aqui)
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1:04
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Pedro Leal
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Etiquetas: Histórias reais
terça-feira, 5 de Maio de 2009
Vasco Granja
O João já disse o essencial, mas gostava de acrescentar algumas palavras. Bugs Bunny, Speedy Gonzales, Pantera Cor-de-rosa, Tom e Jerry, Norman McLaren e os animadores canadianos, o grande Tex Avery, os filmes tristes do Leste - koniec, as revistas Spirou e Tintin, Jonathan, Buddy Longway e Corto Maltese – que ele trouxe e defendeu das críticas maioritárias.
(Sem o Vasco Granja a minha infância e adolescência teriam sido diferentes.)
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1:14
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Pedro Leal
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segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Acabado de Ler - Onde os Últimos Pássaros Cantaram - Kate Wilhelm, Gailivro

A ficção cientifica é a Rainha da imaginação e um terreno muito fértil para a reflexão ética. Usando amiúde do esticar da corda ao extremo, não são raras as vezes em que os temas fracturantes, como se gosta de dizer hoje em dia, são abordados pelo género.
“Onde os Últimos Pássaros Cantaram” começa com o nosso planeta a entrar em crise de recursos. A fome e doenças pandémicas proliferam rapidamente. As guerras sucedem-se e a bomba é usada.
A extinção atinge praticamente toda a vida animal. “Praticamente”, porque há um grupo avisado de humanos que se refugia num abrigo tecnológico onde desenvolve com sucesso as técnicas indispensáveis à clonagem de animais. Só que surge um problema: a radioactividade insidiosa, se não os mata, torna infértil essa pequena bolsa de sobreviventes, levando-os a desenvolver também a clonagem de si próprios.
A geração de clones, contudo, demonstra comportamentos bem diferentes do humano normal. E estes são aparentemente só vantagens: são amigos uns dos outros, não são individualistas, apreendem e aceitam as regras do grupo, demonstram uma tendência irredutível para a harmonia e são incapazes da violência.
Não demora muito para que estes homens novos, moralmente e eticamente perfeitos, tomem os lugares, de forma pacífica, de liderança da comunidade. Por razões genéticas são inférteis, tirando raras excepções que são tomadas como anomalia.
A comunidade, encaixada num vale longe das cidades, cresce em demasia para os recursos e a tecnologia precisa de ser actualizada.
É enviada uma expedição para começar a cartografar o caminho até cidades como Washington, que é onde está, ao abandono, a solução tecnológica para os seus problemas.
E é aqui que a tese do livro se começa a desenhar. Estes seres humanos não conseguem lidar com o silêncio das florestas despovoadas e com a violência dos contratempos que a natureza lhes impõe. Não funcionam sem os seus e a sua sociedade perfeita. Sintetizando, não são capazes do individualismo e do desenrascanço.
E a crise instala-se na colónia quando, de uma relação ‘anómala’, isto é, da relação sexual de um homem e de uma mulher, nasce um rapaz que tem a capacidade de imaginar, criar e apaixonar-se.
Escrito em 1976, este livro é um daqueles que não convém deixar escapar. Além de muitissimo bem escrito, o que nas minhas palavras quer dizer que é muito eficaz e económico nas palavras que usa, é um alerta visionário acerca da nossa responsabilidade na exaustão dos recursos do nosso planeta. Mas não é só mais uma história pós-apocalíptica. É também uma chamada de atenção, que me parece mais actual que nunca, de que a cultura de massas e a economia globalizada está a sufocar a individualidade. E, porque não também, que pensamos viver livres mas que na verdade abdicámos já há muito dessa liberdade preterindo da nossa imaginação, capacidades naturais e inclinações em prol dos ditames dos media, do prazeres do consumo e do conforto.
"Vai para o emprego, manda os teus filhos à escola, segue a moda, age de um modo normal, anda no passeio, vê televisão, junta para a tua velhice, obedece à lei. Repete a seguir a mim: Sou Livre."
esta imagem foi tirada daqui
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19:35
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Joao Leal
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Sentávamo-nos em frente ao televisor na expectativa de um episódio da Pantera Cor de Rosa.
Em vez disso, tínhamos que gramar filmes polacos de animação com plasticina ou animações checas com bocados de papel a andar de um lado para o outro a gracejar numa língua de extraterrestre.
Apesar disso, eu gostava muito do Vasco Granja. Na minha infância era o homem sorridente que nos dava desenhos animados. Parecia sempre de bem com a vida.
Portugal ficou (ainda) mais pobre.
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17:05
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Joao Leal
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Um bom fim de semana.
Ajudei-me a mim e à prole a perceber um pouco melhor as contas de dividir com casas decimais.
Assisti numa televisão cheia de chuva ao Benfica a perder. A qualidade da imagem foi a parábola que necessitava para aprender a lição: está na altura de pôr o futebol para 45º plano na minha existência.
Mergulhei finalmente na musica de novo, desta vez no pc, e parece-me que encontrei a forma de expressão adequada à minha falta de sociabilidade.
Avancei mais um pouco na escrita do livro, fui a uma festa de anos familiar e fiz um dos piores arrozes da minha vida (de um salgado e empastado-cimento extraordinários).
Vi o Pirata das Caraíbas, lavei três máquinas de roupa e falei mais umas duas ou três vezes de mais.
Da varanda vi o Sintrense empatar com o Casa Pia a 3 bolas.
No caminho para o pingo Doce decidi tornar-me Iberista.
Perdi mais uma vez miseravelmente com o José Leal no PES 2009.
Cumpri o ritual anual de comprar o Expresso e cumpri, também, o ritual de prometer a mim mesmo nunca mais o fazer,
Com o coração partido, reparei na Sara (10 anos) a torcer pela primeira vez o nariz às minhas palhaçadas, levemente envergonhada. A partir de agora, será sempre a descer, já sei.
Passei pelo Inferno na tarde de sábado. Isto é, fui ao Colombo e ao Fun Center onde vivi (?) duas horas a oscilar entre o desmaio e a vontade de fugir por causa da confusão e do olhar zombie dos empregados.
Vi o filme 'Camp Rock' e a nota seria zero (muito, mas muito pior que qualquer um High School Musical) por não me dar vontade de dançar no fim, não fora a excelente canção que segue em baixo. O próximo passo é, garante-me a Sara, descobrir o trabalho da Hanna Montana.
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11:06
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Joao Leal
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